Percorro, triste, sem rumo
Do céu à Terra, entre as nuvens
Volteio por todo o mundo
Cores, formas, ruídos surgem
Divago entremeando a matéria
Percebo ondas, energias, áureas
Como nunca estive tão séria
Notando no respirar a grande láurea
Represento imagens tangíveis
Busco o significado primordial
Que me permite criar até letras legíveis
E captar internamente algo de teor causal
Não sei o que sou essencialmente
Contudo vivo e o acaso não mente
Que a luz me guie na trajetória
Criada solipsisticamente para minha história---




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20:39:11
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