Blog da Escritura

Pretendo deixar aqui de vez em quando alguns escritos, poesias, pensamentos, reflexões... para aliviar a mente e variar de espaço pra escrever.:. ps: todos os poemas aqui publicados são de minha autoria, pq teve gente perguntando

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Pretendo deixar aqui de vez em quando alguns escritos, poesias, pensamentos, reflexões... para aliviar a mente e variar de espaço pra escrever.:. ps: todos os poemas aqui publicados são de minha autoria, pq teve gente perguntando
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Arquivo de: 2006

15.12.06

Qual bichinho eu seria?

categorias: literatura

Se a vida fosse um lago
Queria ser um pato
Se a vida fosse um brejo
Queria ser um sapo

Se o sal da esquina
No milho por cima
Salgasse minha língua
Era só encher a boca
Com suco de tangerina

Mas já se a vida no espaço
Tem por fundamento
Um mistério não provado
Viver no mundo da lua
Tem por fruto um enfado

Se eu pudesse escolher
Queria ser um urso
Para poder hibernar
Sem dor ou porquês

Pra que sofrer?
Só não toleraria
Ser um ovo de passarinho
Perdido do ninho...

Oh! Que amarelinho!!!

30.11.06

Concreto e Palavras

categorias: literatura

As trilhas passam ligeiras
Mal as posso vislumbrar
São como estrelas passageiras
De referência, um outro lugar

Caminho, parada, apressada.
Rumo paralelo ao destino,
Intento tomar no vagar,
Distanciando-me do mal desatino

Estou presa nas correntes da mente,
Que impede o mundo - pois este não a compreende -
De girar em seu tempo e espaço.

Contudo, prossigo, crente
Carregando alguma qualquer cruz dolente
Pra esperar, contente, uma fonte de paz.

a onda

categorias: literatura


Imperfeito caminho a onda segue
Irregular, instável, permanente
Mesmo no fio da navalha prossegue
Intrépida, incansável, persistente

Ébria de horizontes infinitos
Marcando a areia com definição
Sustenta seu caráter judicativo
Quando explode em lágrimas ou derrisão

E mira as estrelas e o altivo luar
Sorrindo em ritmo devagar
Farta de cada caos prenunciar ...

um existir...

categorias: literatura

Nada tenho, nada sou
Não sei fazer as coisas direito
Nem ao menos entendo pessoas
Mas sinto...
Sinto luz...
Sinto música...
Sinto magia...

De verdade
De toda aquela verdade
Que o meu coração aprendeu a acreditar
Seja o que tiver de ser
Só não consigo deixar de querer, de sentir
Porque é só o que me faz prosseguir

16.09.06

Sombras Amadas

categorias: literatura


Sob o Sol poente
De mãos ternas dadas
Duas sombras contentes
Construindo suas baladas

Viam cores, sentiam odores
E o que mais lhe inspirassem
Produzindo neo-sabores
Suspiravam como se amassem

Embriagadas sombras
Possuídas pelo Enthusiasmo
Que em grego é divino

Sombras ditosas, divinas
Realizando vidas novas...
...e também novas sombras...
...amadas !