24.1.06
puxa, como estou triste
pressão:sorria,seja alegre, fique satisfeita
desculpe-me, mas ela insiste
e não aceita meu coração com dor, a alma desfeita
como é duro frustrar a quem amamos
por não conseguir ser invulnerável à frustração
que desalento passar por terríveis prantos
e não ter força suficiente para sentir tal satisfação
decepção comigo e com as pressões
magoa com intensidade
que atropelo importantes noções
é só que o amor é tanto
mas também a infelicidade
de não poder agradar com acalanto
fenômenos, imagens, sons
renascem em meu entender
aprecio, vulnerável como um bebê
a inédita luz natural em meus olhos, bons!
é! como minha vista está nítida e clara
como corre nas veias meu sangue, saudável!
esta luz, esta visão, devo-a a minha mãe e à Santa Clara
quem um dia ensinaram-me a ser mais razoável
tenho dons e talentos
amor, ternos momentos
tenho o presente em presença
posso bem agir e viver
recursos não faltam para o fazer
posso querer com mais vontade e …. paciência!
ser o quê? sem controle mental
sirvo de arma para o mundo
atrapalho e destruo o natural
nem com esforço sirvo de fundo
sangue negro da bile
que derrama em palavras
que será do Billy
com essa possessão em mim, amarga
desvivo e preciso antibiótico
que inexiste no concreto
e destrói tudo, a infecção
virtual, mental, caótica
age por dentro do físico,
tudo discreto
não posso ser,
nem lutar por ação