30.11.06
As trilhas passam ligeiras
Mal as posso vislumbrar
São como estrelas passageiras
De referência, um outro lugar
Caminho, parada, apressada.
Rumo paralelo ao destino,
Intento tomar no vagar,
Distanciando-me do mal desatino
Estou presa nas correntes da mente,
Que impede o mundo - pois este não a compreende -
De girar em seu tempo e espaço.
Contudo, prossigo, crente
Carregando alguma qualquer cruz dolente
Pra esperar, contente, uma fonte de paz.

Imperfeito caminho a onda segue
Irregular, instável, permanente
Mesmo no fio da navalha prossegue
Intrépida, incansável, persistente
Ébria de horizontes infinitos
Marcando a areia com definição
Sustenta seu caráter judicativo
Quando explode em lágrimas ou derrisão
E mira as estrelas e o altivo luar
Sorrindo em ritmo devagar
Farta de cada caos prenunciar …
Nada tenho, nada sou 
Não sei fazer as coisas direito
Nem ao menos entendo pessoas
Mas sinto…
Sinto luz…
Sinto música…
Sinto magia…
De verdade
De toda aquela verdade
Que o meu coração aprendeu a acreditar
Seja o que tiver de ser
Só não consigo deixar de querer, de sentir
Porque é só o que me faz prosseguir