Blog da Escritura

Pretendo deixar aqui de vez em quando alguns escritos, poesias, pensamentos, reflexões... para aliviar a mente e variar de espaço pra escrever.:. ps: todos os poemas aqui publicados são de minha autoria, pq teve gente perguntando

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Arquivo de: 2007

13.11.07

cumplicidade

categorias: literatura

Debruçada na janela mais alta
Sorrindo ao céu que não diz nada
Espero a vinda mais sonhada
Do anjo excelso em fé alada

Sua aura emana a luz da alegria
Seus cabelos passeiam no vento azul
Sua presença dignifica o ser do dia
Seu canto hipnotiza de Norte a Sul

Meus olhos perdem o rumo ante tal beleza
Labirinto doce à sutileza
Da entrega eterna e inteira

Fantasia, estrada verdadeira
Motor da transcendência rotineira
Da vitória viva contra a tristeza

23.08.07

Meu Retrato Lúdico

categorias: literatura

Olhando para mim sem enxergar
Escrevo algo espalhado que vejo
Trechos despedaçados do sonhar
Desejos não satisfeitos por pejo

Quase escondido, há um brinquedo
Da tenra infância, quase amuleto
Guardado com vigor enquanto matéria
E com amor na saudade que nem feria

Descrevo, assim, até minha história
Sem sabê-la toda, sem pensar sobre
Alguns versos tomam forma de cobre
Simplesmente por vontade da memória

Brinco de fotografar a mente em letra
Com a luz dum além-da-imaginação
Sem visar a coerência da associação
Esquecendo o mundo nessa brincadeira

-

06.08.07

Intrusão

categorias: literatura

Oh tristeza do momento que me persegue
Arruina minha vontade a qualquer prece
Sabota a construção duma jovem obra
Cerce com grilhões o ser que elabora

Confusa sina que perturba e desanima
Difusa atenção perdida ao vento
Capturada no ponto que não fascina
Marcando, arbitrária, vida isenta

Polui os traços, a vista, o ouvido
Desordena a tranquilidade
Fanfarrice absorve os sentidos
Sem permissão, absorta na iniquidade

E fica a pressão crônica
Bem no cerne do ser
Atormenta e dita broncas
Sem, no externo, aparecer



~

26.07.07

Húmus

categorias: literatura

E pensar que certo dia ali
Pude acreditar com convicção
Que possuía controle d’ação
Grande Nada é o que vali

Ante todo periterno algo
Há sabedoria intricada
Só o consentimento fidalgo
Efetiva vida realizada

Há em qualquer ventura
Compromisso com o firmamento
Assim ensina o mandamento

Lépida paz, pequena amargura
Acompanha a sacra contingência
Sem arrebatar os sabores da vivência

21.07.07

Só não posso evitar (2ª versão)

categorias: literatura, reflexões

Vivo e morro todo dia
Pouco a pouco, é garantia

Na vigília, no sono e na fantasia
Às vezes penso nessa parceria

Arte, sonhos, produções
Enigmas, calafrios, emoções

Como me atrai a abstração!
E sinto pertinho teu coração!

~○~