23.08.07
Meu Retrato Lúdico
Olhando para mim sem enxergar
Escrevo algo espalhado que vejo
Trechos despedaçados do sonhar
Desejos não satisfeitos por pejo
Quase escondido, há um brinquedo
Da tenra infância, quase amuleto
Guardado com vigor enquanto matéria
E com amor na saudade que nem feria
Descrevo, assim, até minha história
Sem sabê-la toda, sem pensar sobre
Alguns versos tomam forma de cobre
Simplesmente por vontade da memória
Brinco de fotografar a mente em letra
Com a luz dum além-da-imaginação
Sem visar a coerência da associação
Esquecendo o mundo nessa brincadeira
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