12.4.08
Apreensão
Sou uma fumaça de intocável volubilidade
Poluo o ar, o meio, não posso me conter
Quanto mais repreendida, maior minha instabilidade
Flutuo em devaneios, buscando o bem-viver
Atravesso a solidez dos bens mundanos
Procuro minhas moléculas esparsas
Em diversos cantos, dos divinos aos profanos
Vejo-me cativa de minhas próprias farsas
Almejo sentir um seguro solo
De sustentação à árdua jornada
Porém não encontro solo ou consolo
E preciso enfrentar a finita caminhada
Percebo os auto-enganos em tardios tempos
Sou fisgada a cada instante passageiro
Por encantos subjetivos sem acabamentos
E divido-me no incessar ligeiro…
…dos ruidosos pensamentos
~




criado por tmmbiti
20:39 — Arquivado em: