28.5.08
Natureza assujeitada
Amigo ar que comigo passeia devagar
Pergunto ao acaso: - Por que se deixa contaminar?
- Por que não se livra da poluição que te destrói?
- Por que se doa tão complacente ao mal que te corrói?
Responde-me o amigo com inabalável tranqüilidade:
- Não questiono, não escolho.
- Não me perturbo, nem tenho olho.
- Existo! Não preciso de mais.
- Precisam de mim, o que me satisfaz.
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