Tento tanto e tento em vão
Invento santo, choro, canto
Entrego a alma por inteiro, nua
Aos pedidos sofridos do peito, sua
expressão em gestos e busca de saídas
Pureza em sentimento, desafio-te a duvidar
Só o abraço da fé nutrida e alada
Embala-me no sonho de ser amada,
Cuidada, aceita neste fel de preconceito
Que despreza, ignora, evita
Mas a fé é generosa: dá e não recebe
Planta o que possui e nunca colhe
Acolhe tudo e todos a qualquer tempo
E não consegue, talvez por sua natureza
Deixar cair a 'peteca' do valor maior: o Amor‼
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