29.3.09
Lembranças
Meu corpo era tão pequenino
Até cabia numa barriga
E chorava como menino
Cresceu com leite e atenção
Esquivou-se de toda briga
E virou pura emoção
Ficou forte e utilizável
Apesar de duras caídas
E cantou com voz amável
Meu corpo era tão pequenino
Até cabia numa barriga
E chorava como menino
Cresceu com leite e atenção
Esquivou-se de toda briga
E virou pura emoção
Ficou forte e utilizável
Apesar de duras caídas
E cantou com voz amável
Recebo tuas dores
como o solo recebe os passos de todos os dias
Vejo em tua fronte
meus sonhos de verão: fantásticos, sublimes
Teu olhar de mel,
doce fogo a tirar-me o véu
Nessa magia fiquei presa,
embriagada com tua beleza, ó príncipe magnânimo
Em tua presença,
o coração ameaça fugir pela boca,
desorientado e febril
Por que sorristes?
Como se minha tristeza te fizesse feliz…
És tu fruto de minha imaginação
ou da minha realidade uma parte?
Quando te verei novamente,
excelsa beldade?
Sou-te
A chamada por tua alma
Um sonho a te esperar
O lugar para sempre teu
Quando um dia precisares
O olfato a te apreciar, olhando o céu…
Sou-te
A querência de te abrilhantar
No teu olhar com infinda alegria
O anseio pela paz que te acalma
Uma cor plena de energia
Dizendo para tu me olhares…
Sou-te
A magia do amor fascinado
No sentir por ti tanto carinho
Em versos, porém, limitado
Por não saber o certo caminho
De como afagá-lo com cuidado!