6.8.09
Ipseidade

O relógio bate a hora do dever
O corpo age automático
De longe, vejo-me mexer
Dia rotineiro fantástico
A trezentas milhas de distância, o mundo
As pessoas, as falas, os objetos
Escondem sob as aparências, o fundo
Contingências de motivos secretos
Enigma ainda maior é o do espelho
Mostra-me uma imagem movente
Cabelo, face, tronco, artelho
Sob ordens dum apelo consciente
Tal imagem, movimentos, consciência
Atribuídos a meu ser evanescente
Inapreensível estranheza desse ente
Constando de clareza uma carência




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