6.8.09
Ipseidade

O relógio bate a hora do dever
O corpo age automático
De longe, vejo-me mexer
Dia rotineiro fantástico
A trezentas milhas de distância, o mundo
As pessoas, as falas, os objetos
Escondem sob as aparências, o fundo
Contingências de motivos secretos
Enigma ainda maior é o do espelho
Mostra-me uma imagem movente
Cabelo, face, tronco, artelho
Sob ordens dum apelo consciente
Tal imagem, movimentos, consciência
Atribuídos a meu ser evanescente
Inapreensível estranheza desse ente
Constando de clareza uma carência




criado por tmmbiti
12:42 — Arquivado em:
Comentário por NerdLoide — 6.8.09 @ 12:55
o que entendi é uma certa distância do homem e o mundo … entendi a mensagem?
Comentário por rogeriosilva — 6.8.09 @ 12:58
legal o texto…um reflexão sobre a vida….parabens..
Comentário por Daniel dos Santos Leite — 14.8.09 @ 22:24
Muito legal a exploração dos elementos: o tempo e a nossa própria imagem. São duas coisas que não podemos controlar. Tudo é impressionantemente mutável, e eu acredito que você retratou esses processos muito bem no poema.
Um abraço!
Daniel Leite,
Graduando em Jornalismo pela UFV
http://bastidoressf.wordpress.com
http://pordentrodomundodabola.blogspot.com
http://repercutiu.blogspot.com
Comentário por camis — 16.8.09 @ 23:36
A gente para e reflete.
Muito bom!
http://www.teoria-do-playmobil.blogspot.com
Comentário por ACM — 9.9.09 @ 19:28
Meu reconhecimento pelo seu esforço pessoal que além de criar suas publicações culturais contributivas, com competência, constroi seus ‘blogs e site’ sem nenhuma ajuda técnica e ou curso de informática.Você é um gênio.Parabens.