12.08.08
Renúncia
Neblinas terríveis circundam aquele ser
Sente que não tem mente, não tem viver
Tem tormento, um corpo a apodrecer
Selvagem, desconhece a amizade
Tremendo, não vislumbra futuro
Angústia, solidão no peito; arde
Como o condenado ao fuzilamento esperando o furo
Sente que não é bem-quista, não é amada
Para que daria à vista uma alma que vale nada?
Não trabalha nem se adapta
Passa por ela sorrindo, o apto
Não pode mais
Não há por que viver
Sofrer, embalde, e só; mais nada...
Qualquer lenitivo será seu prazer